domingo, 19 de agosto de 2012

III Domingo de Agosto - Dia da Vocação Religiosa!


"A vida consagrada, profundamente arreigada nos exemplos e ensinamentos de Cristo Senhor, é um dom de Deus Pai à sua Igreja, por meio do Espírito. Através da profissão dos conselhos evangélicos, os traços característicos de Jesus — virgem, pobre e obediente — adquirem uma típica e permanente « visibilidade » no meio do mundo, e o olhar dos fiéis é atraído para aquele mistério do Reino de Deus que já actua na história, mas aguarda a sua plena realização nos céus.

Ao longo dos séculos, nunca faltaram homens e mulheres que, dóceis ao chamamento do Pai e à moção do Espírito, escolheram este caminho de especial seguimento de Cristo, para se dedicarem a Ele de coração « indiviso » (cf. 1 Cor 7,34). Também eles deixaram tudo, como os Apóstolos, para estar com Cristo e colocar-se, como Ele, ao serviço de Deus e dos irmãos. Contribuíram assim para manifestar o mistério e a missão da Igreja, graças aos múltiplos carismas de vida espiritual e apostólica que o Espírito Santo lhes distribuía, e deste modo concorreram também para renovar a sociedade."

EXORTAÇÃO APOSTÓLICA 
PÓS-SINODAL 
VITA CONSECRATA 
DO SANTO PADRE 
JOÃO PAULO II 


sexta-feira, 17 de agosto de 2012

FAMÍLIA E TRABALHO


Por ocasião da Semana Nacional da Família, publicamos este artigo do site ZENIT.


Pe. Wladimir Porreca, assessor nacional da Pastoral Familiar da CNBB

Pe. Wladimir Porreca*
BRASILIA, sexta-feira, 17 de agosto de 2012 (ZENIT.org) - Hoje, o mercado do trabalho obriga não poucas pessoas, principalmente se são jovens e mulheres, as situações de incerteza constante, impedindo-os de trabalhar com a estabilidade e segurança econômica e social. Impondo “regras” individualistas e egoístas as gerações mais jovens na formação de uma família, e às famílias, a geração e a educação dos seus filhos.
O trabalho é o gesto de justiça com que as pessoas participam no bem da sociedade e contribuem para o bem comum.
A oportuna “flexibilidade” do trabalho, exigida pela chamada “globalização”, não justifica a permanente precariedade de quem tem na sua única “força trabalho” o recurso para assegurar para si mesmo e para a sua família o necessário para viver. Previdências sociais e mecanismos de proteção adequados devem fazer parte da economia do trabalho, a fim de que sobretudo as famílias que vivem os momentos mais delicados, como a maternidade, ou mais difíceis, como a enfermidade e o desemprego, possam contar com uma razoável segurança econômica.
Os ritmos de trabalho contemporâneos, estabelecidos pela economia consumista, limitam até quase anular os espaços da vida comum, sobretudo em família.
O perigo de que o trabalho se torne um ídolo é válido também para a família que esquece de Deus, deixando-se absorver completamente pelas ocupações mundanas, na convicção de que nelas se encontra a satisfação de todos os seus desejos. Isto acontece quando a atividade de trabalho detêm o primado absoluto das relações familiares e quando ambos os cônjuges buscam apenas o lucro econômico e depositam a sua felicidade unicamente no bem-estar material.
O justo equilíbrio de trabalho exige que todos os membros da família tenham discernimento acerca das opções domésticas e profissionais: no trabalho doméstico, todos os membros da família são convidados a colaborar, e não somente as mulheres e a atividade profissional não diminua o relacionamento familiar. Infelizmente, atualmente, a ideologia do lucro e do consumo impedem muitos membros da família a buscarem, com sabedoria e harmonia, o equilíbrio entre trabalho e família. A condição da vida humana prevê para a família cansaço e dor, sobretudo no que diz respeito ao trabalho para o próprio sustento. No entanto, o cansaço derivado do trabalho encontra sentido e alívio quando é assumido não para o enriquecimento egoísta pessoal, mas sim para compartilhar os recursos de vida na lógica cristã, dentro e fora da família, especialmente com os mais pobres.
No que se refere aos filhos, às vezes os pais “pecam“ ao evitar que os filhos enfrentem qualquer dificuldade. Pois, essa prática pode tornar os filhos incapazes de assumirem num futuro próximo suas responsabilidades. Aos pais e filhos deve-se sempre recordar que a família é a primeira escola de trabalho e gratuidade, onde se aprende a ser responsável por si mesmo e pelos outros.
A vida familiar, com as suas tarefas domésticas, ensina a apreciar o cansaço e a fortalecer a vontade em vista do bem-estar comum e do bem recíproco.
Precisamos promover políticas públicas e sociais que coloquem no centro o ser humano e salvaguardem a criação para garantir a dignidade humana/ familiar e o justo equilíbrio do trabalho na vida familiar.
Além é claro de uma atenção aos pobres, uma dimensão da família saudável, que é uma das mais bonitas formas de amor ao próximo, que uma família possa viver. Saber que mediante o próprio trabalho se ajuda aqueles que não dispõem do que lhes é necessário para viver, fortalece o compromisso e sustêm no cansaço. E mais ainda quando a família se empenha com a promoção da justiça social colaborando para que as políticas públicas tenham como centro a pessoa humana desde do início ao fim natural da sua vida.
Dessa forma a família se torna um sinal de contradição da propriedade egoísta da riqueza e da indiferença pelo bem comum.
Os membros da família ainda são convidados a oferecer aquilo que possuem a quantos nada têm, compartilhar com os pobres as próprias riquezas, procurando reconhecer que tudo o que recebemos é graça, e que na origem da nossa prosperidade existe um dom de Deus, que não pode ser conservado para nós mesmos, mas há de ser dividido com os outro.
*Dr. Pe. Wladimir Porreca é padre da Diocese de São João da Boa Vista/SP, psicoterapeuta e doutor em psicologia(USP) e serviço social (UNESP) e  pesquisador da temática Família.

Nadadora oferece à Virgem suas medalhas de prata de Londres 2012




BARCELONA, 17 Ago. 12 / 10:12 am (ACI/EWTN Noticias).- A jovem nadadora espanhola Mireia Belmonte ofereceu as duas medalhas de prata que ganhou nas Olimpíadas de Londres 2012 à Virgem de Monserrat em Barcelona (Espanha).

A nadadora, que obteve as medalhas nas provas de 800 metros livres e 200 metros borboleta, ofereceu suas medalhas à Mãe de Deus conhecida como a "Moreneta", igual que os jogadores do Barcelona F.C. quando ganham um título.

A foto que acompanha esta nota Belmonte a compartilhou ontem, 16 de agosto, com seus seguidores do Twitter, rede social em que antes da final dos 200 metros borboleta tinha 7 mil seguidores. Agora esse número cresceu a 56 mil.

Em conferência de imprensa no dia 4 de agosto, Belmonte, a única nadadora espanhola que ganhou duas medalhas em Londres, disse que ambas "valem igual. Uma um pouco mais lutada que a outra porque era mais longa. Mas todas as rivais eram muito fortes e antes de começar não se sabia o que ia acontecer porque todo mundo era muito forte".

A jovem treina entre 8 e 9 horas diárias, disse também que vai trabalhar muito duro para o Mundial do próximo ano já que "nunca estive em uma competição internacional tão importante em casa e, além disso, a minha família vai poder comparecer, pois esta vez não pôde estar".

Belmonte nasceu na Badalona, Barcelona, dia 10 de novembro de 1990. Com 21 anos já foi campeã mundial, europeia e duas vezes vice-campeã olímpica.

Começou a nadar aos 4 anos como conselho médico para corrigir sua escoliose.

Em 2007 foi Campeã do Mundial Júnior nos 400 metros livres e 400 metros combinados, e também foi Campeã do Europeu Júnior nos 200 metros livres e 400 metros estilos.

A Mireia, assinala a Europa Press, não lhe surpreende o triunfo da americana Katie Ledecky, que tem somente 15 anos de idade, porque as provas de seleção nesse país são como campeonatos mundiais e eles estão mais acostumados a nadar com mais público e com um nível mais alto de estresse.

Ledecky, ganhadora da medalha de ouro nos 800 metros livres também mostrou durante as Olimpíadas sua fé católica e comentou que antes de cada competição reza uma Ave Maria.

Encontro dos Novos Bispos do Brasil na CNBB



Entre os dias 13 e 17 de agosto, na sede da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em Brasília, aconteceu o 23º Encontro dos Novos Bispos. Este encontro foi criado no Brasil em 1989, para que os novos bispos pudessem compreender sua nova função dentro da Igreja. O evento é organizado pela Comissão Episcopal Pastoral para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada e contou com participação dos 13 bispos nomeados entre agosto de 2011 a julho deste ano.

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O grupo de bispos foi recebido pelo presidente da Comissão para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada, dom Pedro Brito, arcebispo de Palmas (TO) e pelo assessor da comissão, padre Deusmar Jesus da Silva. Dom Pedro explica é importante que os novos bispos partilhem entre si suas experiências. “Muitos dos bispos não se conhecem, favorecer esse intercâmbio, cria uma amizade e um companheirismo”, afirmou.
O secretário geral da CNBB, dom Leonardo Ulrich Steiner, saudou os bispos, e conversou a respeito das atividades desempenhadas na CNBB. “O trabalho é árduo para que nós sejamos as testemunhas do Evangelho, é importante estarmos voltados para a nossa missão e para os povos”, disse dom Leonardo Ulrich Steiner aos 13 novos bispos. Dom Leonardo também lembrou a relevância de se “distinguir a CNBB da Igreja do Brasil”.
O presidente da Comissão para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada explica que ao assumir o bispado, é necessário que os nomeados estudem para conhecer com mais profundidade as novas funções que desempenharão. “Os bispos precisam conhecer o mecanismo CNBB, os projetos, os assessores, as comissões”.
Dom Pedro também falou sobre várias visitas realizadas durante o encontro. “Fomos à Nunciatura Apostólica, à Conferência dos Religiosos do Brasil, às Pontifícias Obras Missionárias, ao Centro Cultural Missionário. Visitamos esses locais para abrir horizontes, o bispo vai poder contar com esses organismos aliados”, elucidou dom Pedro.
Os 13 bispos atuarão em sete diferentes Regionais da CNBB, de forma titular e auxiliar. Muitos serão apresentados a uma nova realidade, a um novo desafio, uma nova missão. Cada um dos novos bispos compartilhou com os fiéis, sobre sua trajetória religiosa, áreas de atuação, e expectativas à frente do chamado vocacional, de se tornar um bispo. Leia, a seguir, os depoimentos:
Dom Gilson Andrade da Silva
Veio da diocese de Petrópolis (RJ) e foi nomeado em 27 de julho de 2011, para atuar como bispo auxiliar de Salvador (BA), onde já está atuando desde outubro. Tem 46 anos, sendo 21 anos de sacerdócio. Antes da nomeação foi reitor do seminário diocesano, professor de Teologia Fundamental, e Ética na área de Filosofia, na Universidade Católica de Petrópolis, onde também atuou como presidente da mantenedora. Na diocese, foi coordenador da Pastoral da Juventude, dentre outras atividades.
“Uma prioridade que costumo ter no meu ministério é a atenção aos padres, a formação deles, porque são eles os multiplicadores do nosso trabalho. Penso também como objetivo importante de um bispo do nosso tempo, é o diálogo com a cultura, com a cidade. E outra das minhas prioridades é a juventude, vemos uma necessidade muito grande que a mensagem do evangelho possa de novo tocar os jovens, porque percebemos que há um certo esvaziamento dessa presença na igreja”.
Dom Giovanni Crippa
Religioso dos Missionários da Consolata (congregação fundada em Milão na Itália), foi nomeado em 21 de março de 2012, como bispo Auxiliar de Salvador (BA). Tem 53 anos, sendo 27 anos de sacerdócio.
“Fui pároco em Feira de Santana (BA), era professor de História da Igreja, na faculdade Católica da arquidiocese, diretor espiritual de um seminário, membro do conselho presbiteral, e também conselheiro da província da minha congregação”.
Dom Joaquim Wladimir Lopes Dias
Proveniente da diocese de Jundiaí (SP) atuava como vigário geral e diretor do Seminário Diocesano de Filosofia e Teologia. Tem 54 anos e em 21 de dezembro de 2011, foi nomeado bispo Auxiliar de Vitória (ES).
“Meu objetivo como bispo é incentivar a espiritualidade na diocese,. Incentivar a formação dos padres, acompanhá-los, ser um pastor seguindo as Diretrizes Gerais da Igreja, caminhar em comunhão com a CNBB, e criar essa comunhão também no presbitério”.
Dom João Justino de Medeiros Silva
Do clero diocesano de Juiz de Fora (MG) foi nomeado em 21 de dezembro de 2011, para atuar como bispo Auxiliar de Belo Horizonte. Tem 45 anos, e em Juiz de Fora era padre. Nos últimos oito anos estava dirigindo o Seminário Arquidiocesano de Santo Antônio, e coordenando o curso de Teologia. Dentre outras funções diocesanas, também era vigário na paróquia de São Pedro.
“Estou há seis meses em Belo Horizonte, está sendo uma experiência muito rica, me senti muito bem acolhido, pelo clero e pelo povo. Dom Walmor (arcebispo titular de Belo Horizonte) confiou uma série de funções, a mim e aos outros auxiliares que lá estão. Eu espero poder intensificar o meu serviço perante aquele povo, sob o pastoreio de dom Walmor”.
Dom João Santos Cardoso
Padre diocesano de Vitória da Conquista (BA) foi nomeado, em 14 de dezembro de 2011, como bispo de São Raimundo Nonato (PI). Tem 50 anos, sendo 25 anos de sacerdócio. Muito atuante na área acadêmica, possui formação em filosofia, com mestrado e doutorado em Roma. Em Vitória da Conquista, foi solicitado pelo bispo de então, dom Geraldo, para dar atenção à Pastoral Universitária. “Na universidade fui professor, pesquisador e atuei na capelania universitária. Também assumi paróquia, mas mesmo assim, continuei atuando na universidade pública, e partir dali, marquei minha presença evangelizadora no ambiente acadêmico.”
“Saio de uma realidade urbana, para uma realidade rural. Fui para uma diocese que populacionalmente é pequena, cerca de 185 mil habitantes, mas a extensão territorial é grande, o que significa, que é uma área mais rural. É uma experiência de despojamento, de todos os sentidos, de esvaziamento de si, aquela quenosis de que fala Paulo na Carta aos Filipenses, e é nesse esvaziamento que eu vou redescobrindo a minha missão, agora como pastor”.
Dom José Eudes Campos do Nascimento
Sacerdote há 17 anos, do clero da arquidiocese de Mariana (MG), e pároco em Ouro Preto (MG). Tem 46 anos, e em 27 de junho de 2012, foi nomeado bispo de Leopoldina (MG). Por dois mandatos, foi representante dos presbíteros, e assessor da Pastoral da Juventude, funções exercidas na arquidiocese. No Seminário São José foi professor de Teologia e Filosofia.
“É uma nova missão à frente da diocese de Leopoldina, nesse chamado que o Cristo faz, por isso escolhi justamente o lema: ‘Servo no amor’, para desempenhar esta missão junto ao presbitério e toda diocese. Rezo muito para que Deus me ajude a viver essa missão, e esse novo compromisso na vida da igreja”.
Dom José Gislon
Pertencente à ordem dos Fadres Menores Capuchinhos, foi nomeado em 06 de junho de 2012, como bispo de Erexim (RS). Tem 55 anos, é padre há 24 anos, e religioso há 30. Trabalhou como conselheiro da província Paraná, Santa Catarina e Paraguai, por seis anos. E nos últimos seis anos, foi conselheiro da Geral da Ordem, em Roma. “Para mim, foi uma experiência rica, porque me deu a possibilidade de conhecer várias igrejas, em várias realidades, na África, Índia, Europa, América-latina, então levo essa bagagem para igreja de Erexim, para um trabalho junto aquele povo de Deus.”
“O desafio para mim é algo novo, uma vez que vou estar a frente de uma igreja particular, tenho pensado em, primeiramente, criar uma comunhão com o clero da igreja local, porque o bispo sem essa comunhão, pastoralmente, pouco pode fazer, são os padres que estão no dia a dia em contato com o povo. Então vejo que é muito importante cuidar da formação inicial do clero, da formação permanente e manter, esse espírito de comunhão, do bispo com os padres que estão na diocese”.
Dom José Luiz Gomes de Vasconcelos
Tem 49 anos, sendo 23 anos de sacerdócio, e em 21 de março de 2012, foi nomeado bispo Auxiliar de Fortaleza (CE). Atuou como pároco durante 16 anos, e estava também assumindo a presidencia da OSIB Regional Nordeste 2.
“A gente se prepara por anos para ser padre, mas ninguém para ser bispo. Então é uma surpresa muito grande, porém é uma missão, um chamado, uma vocação. Eu creio que assim como o presbiterado, o espiscopado também é uma vocação. É um chamado de Deus através da igreja, e quando Ele chama, concede a graça necessária para viver essa vocação”.
Dom José Ruy Gonçalves Lopes
Religioso da Ordem dos frades Capuchinhos foi nomeado, em 07 de setembro de 2012, como bispo de Jequié (BA). Tem 45 anos, sendo 25 anos de consagração e vida religiosa, como frade capuchinho. Foi provincial nos últimos seis anos e depois dirigiu um colégio.
“Encaro esse desafio como uma missão, e uma missão como um chamado feito pelo próprio Deus, e na perspectiva da fé, acredito que Ele chama, Ele ajuda, Ele dá a graça, e de todas as formas Ele continua sustentando e animando”.
Dom Luiz Henrique da Silva Brito
Do clero de Campos (RJ), foi nomeado em 29 de fevereiro de 2012, como bispo Auxiliar do Rio de Janeiro (RJ). Tem 45 anos, sendo 20 de sacerdócio. Na diocese atuava como chanceler do bispado, e também professor de Teologia Moral no seminário, e colaborava com outras atividades da diocese e paróquia também.
“Me coloquei a disposição da Igreja que me chamou para esse serviço do episcopado de colaborar na construção do reino de Deus. Vou dar esse apoio ao arcebispo do Rio de Janeiro que solicitou ao Santo Padre, mais colaboradores”.
Dom Roque Costa Souza
Tem 45 anos, sendo que há 18 anos atua como padre. Em 09 de maio de 2012 foi nomeado bispo Auxiliar do Rio de Janeiro (RJ). No período da nomeação, estava exercendo o cargo de reitor do Seminário São José, seminário maior de Teologia, Capelania da Polícia Militar, e também era pároco da Igreja Nossa Senhora do Carmo da Antiga Sé.
“Criei muita expectativa em relação ao curso porque a partilha está sendo muito grande, para percebermos a questão da identidade da missão. Temos um trabalho muito importante no campo pastoral, de atualização, porque mesmo sendo bispo auxiliar, estou à frente de um vicariato na arquidiocese. Com isso, tenho que trabalhar em comunhão, com dom Orani, com os demais bispos auxiliares, com os padres, os diáconos, e todo povo de deus para levar adiante a missão de Jesus”.
Dom Rubens Sevilha
Pertencente à congregação da Ordem dos Carmelitas Descalços (OCD), foi nomeado em 21 de dezembro de 2011, como bispo Auxiliar de Vitória (ES). Tem 52 anos, sendo 27 de sacerdócio. Atuava como provincial dos Carmelitas Descalços, no sudeste do Brasil.
“A primeira experiência como um bispo novo, é que muda muito, sobretudo para um religioso, o ritmo de vida, o estilo, a proposta. Então é uma mudança muito drástica. Até o modo de celebrar o rito, o contato com as pessoas, tudo muda. Como bispo, abre-se um leque enorme de funções, de atividades. Mas a base não muda, ser de Deus e para Ele, que é o essencial, não muda”.
Dom Sérgio de Deus Borges
Da diocese de Cornélio Procópio, foi nomeado em 27 de junho de 2012, como bispo Auxiliar de São Paulo (SP). Tem 45 anos, e sua principal área de atuação é a judicial. “Sou formado em direito canônico e era vigário judicial do Tribunal Eclesiástico de Londrina, e sou presidente da Sociedade Brasileira de Canonistas”, disse.
“Fiquei muito atento a um texto que li, que ‘o bispo deve dar primazia ao ser, e não ao fazer, então ser bispo, e não fazer bispo”, citou.

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Teresina, Luz e Vida - 160 anos...


Para comemorar os 160 anos de Teresina, no dia feliz em que lembramos também sua Padroeira, Nossa Senhora do Amparo, publicamos esta poesia festiva. É um homenagem do DISCIPULADO!

TERESINA, LUZ E VIDA


Igor Etevan Torres Almeida


Olho-te posta às margens do Parnaíba
Com o rosto brilhante em sol nascente
Ingênua, tua alegria me convida
A caminhar contigo, seguir em frente

Insinuas reverência ao grande templo
De alvas torres apontadas para o alto
Dos antigos, guardas fiel o exemplo
Da fé operosa te conservas arauto

Ao homem ofereces terra, primeiro
Para que dela faça a arte brotar
Molda feliz um habilidoso oleiro
O que o barro transformado vai dar

Os rios que te abraçam em cuidados
Espargem raios de beleza e calor
Pontes preenchem os vazios deixados
Contam anos e os guardam com amor

Vejo-te calma, constante e luminosa
Em vias de um original tabuleiro
Cujas peças são homens e vida em prosa
Na língua nativa ou de estrangeiro

A estrela abrasada em cada esquina
Doura a real grandeza do teu nome
A quem te ama mais que tudo desanima
Saber que o sol, em ciúmes, o consome

Enfim, sentado contigo à beira do cais
Entre lições que tua história ensina
Duvido que em outro se medita ou faz
A felicidade como está em Teresina.




quarta-feira, 15 de agosto de 2012

O martírio de São Tarcísio contado em uma envolvente narração

(Versão romanceada)

Por Marcela A. de Castro


Via Ápia, Roma.
Via Ápia, Roma.

- Falta mais um pra completar o time, senão, não tem como começar.
- E como é que agente vai fazer?
- Peraí, vamos ver se aparece alguém.
- Epa! Quem vem lá à direita?
- É o Tarcísio.
- Nosso problema tá resolvido. O manézinho pode servir.
***
Aquela havia sido uma manhã magnífica. As palavras sublimes do sacerdote ainda ecoavam em seus ouvidos. Infelizmente, não se podia convidar as pessoas abertamente, porque a perseguição de Valeriano era implacável e punha em risco não só a vida dos cristãos, mas a própria celebração dos Sagrados Mistérios. Tarcísio não conseguia entender porque os pagãos ficavam tão enfurecidos com os cristãos, mesmo tendo passado mais de duzentos anos da morte de Cristo. Uma só palavra à pessoa errada e tudo estaria acabado. Era preciso despertar o interesse por Jesus nas pessoas de maneira prudente e sábia, de modo que se pudesse confiar nas pessoas antes de convidá-las a participar do Santo Sacrifício. Isso tornava as celebrações nas catacumbas ainda mais emocionantes. Hoje, no entanto, o menino Tarcísio estava pisando nas nuvens. Seu coração estava jubiloso e ele se sentia verdadeiramente honrado com a missão que lhe fora confiada.
Naqueles dias, muitos de seus irmãos na Fé aguardavam nas prisões romanas o dia em que seriam chamados a dar a razão de sua esperança. A grande maioria seria cruelmente entregue às feras enquanto uma turba insana se divertiria vendo seus corpos sendo dilacerados. O único consolo que tinham nesses poucos dias que lhes restava na face da Terra era receber o “Pão dos Fortes”. Para estes o pão consagrado era tudo o que precisavam para recobrar o ânimo e não fraquejar. Porém, até isso era algo difícil de se obter em meio a tantas perseguições, detrações e fofocas. Era preciso muita coragem e esperteza para visitá-los nas prisões e dar-lhes o Pão da Vida. Em geral, os sacerdotes escolhiam os mais hábeis socialmente – aqueles que pudessem cumprir essa missão sem levantar suspeitas. O único problema é que naquela manhã não havia ninguém que pudesse levar as espécies sagradas aos cristãos encarcerados.  Mas e ele, será que não contava?
- Não, menino. És jovem demais. Não sabes o risco em que estás querendo te meter. Essa missão é muito perigosa. Se te pegam, poderão te fazer muito mal.
- Sim, sou jovem, mas também sou franzino e posso passar despercebido justamente porque não vão desconfiar de mim. Por favor, suplico-vos que me deixe prestar esse obséquio aos meus irmãos prisioneiros. Farei todo o possível para que os pagãos não me peguem.
 - Então, está bem. – respondeu o sacerdote com um longo suspiro não sem antes hesitar um pouco.
- Toma! Vai depressa e não pares no meio do caminho. Que Deus te abençoe, meu filho. – respondeu Sisto, entregando um embrulho de linho a Tarcísio, que o colocou no peito por dentro da túnica, segurando-o externamente com as mãos.
***
- Chega aí Tarcísio. Agente tava esperando por você pra começar o jogo.
- Hoje não vai dar, Flavius. Estou apressado. Tenho que resolver um problema importante. Fica pra outro dia.
- Ah, qualé! Deixa pra resolver o problema depois. Vamos brincar um pouco.
- Sinto muito, tenho pressa. Hoje não vai dar.
- O manézinho tá apressado pra fazer o quê?
- Ei, o que é que você está escondendo no peito? Deixa a gente ver.
- Me larga, Augustus. Eu preciso ir.
- Então, mostra primeiro o que você está escondendo. Tá correndo o boato que tu anda frequentando as reuniões dos cristãos. De repente você tá escondendo os Mistérios dos Cristãos.
- Eu quero ver os mistérios dos cristãos.
- Eu também.
- Por favor, me deixem passar. Eu preciso ir.
- Virou cristãozinho agora é?
- Pega ele!
“Preciso resistir. Não deixarei que profanem o corpo de Cristo. Que Deus me dê forças. Não hão de me fazer trair a minha missão.” pensou o jovem Tarcísio enquanto se via encurralado por um bando de meninos ensandecidos. Um deles tentava a todo custo tirar suas mãos do peito. Naquele momento seus dedos adquiriam uma resistência extraordinária e ninguém podia fazê-lo largar o tesouro que protegia contra o peito.
Uma rasteira e um tombo no chão pedregoso. Um filete de sangue começou a verter do joelho esquerdo. O suor escorria-lhe pela face e pescoço. Seu coração disparara e sua respiração tornara-se ofegante.
- Levanta, rapaz! Mostra o que você tem aí no peito e agente te deixa em paz.
- Seus malvados! Por que vocês estão fazendo isso comigo? Nunca lhes fiz mal algum.
- Tá com medinho, tá? Manézinho, cristão! Vamos te mostrar quem é que manda por aqui.
Chutes, pontapés, impropérios. De uma hora para outra aqueles moleques com quem brincara tantas vezes tornavam-se terríveis algozes, ávidos para fazê-lo revelar o seu preciosíssimo segredo e quem sabe até mesmo destruí-lo. Não permitiria. Resistiria com todas as forças de fosse capaz. Tinha que se levantar de um pulo e sair correndo o mais rápido possível.
Tentou. Mais um tombo. Desta vez arremessaram-no brutalmente de encontro ao chão. Sua cabeça parecia rachada. Sangue jorrava de sua fronte.  Mais chutes nas pernas e barriga. Suas vestes estavam rasgadas.
- Otário, isso é pra você aprender. Agora vamos ver se você mostra ou não o que tem aí escondido.
Uma força sobre-humana se apossara do menino. Seus músculos se retesavam mais ainda e suas mãos cruzadas sobre o tórax pareciam como que de titânio.
Encurvou-se como um feto. Sentia dores. Estava com medo.
Um abismo descortinava-se à sua frente. Era como se estivesse entre o Céu e a Terra. Um pouco mais e não suportaria. Contudo, sabia que seu Senhor sofrera muito mais no madeiro, e para ir ao seu encontro faria qualquer coisa.
Um chute violento nas costas e seus pulmões pareciam prestes a estourar. Gritos frenéticos, xingamentos e pedradas se fizeram ouvir em toda a Via Ápia.
- O que está acontecendo por aqui? – indagou a voz grossa e retumbante de um soldado romano.
Dois meninos puxados para o lado; olhos arregalados de espanto e medo se voltaram para trás. Era hora de bater em retirada para o bando de malfeitores.
Quadratus, uma montanha de músculos em forma humana, ajoelha-se e pega em seus braços o jovem adolescente quase sem vida. Olha-o com ternura e exclama: “Rapaz, o que fizeram com você?!”
Tarcísio mal podia falar, apenas aponta para o peito. Sabe que pode confiar em Quadratus, que há pouco se fizera cristão. Sua face pálida não reflete ódio nem revolta, apenas serenidade e entrega.
- Vou levá-lo para um lugar seguro, amigo. Lá cuidaremos de você.
 Virgínia, uma pagã de meia idade que a tudo assistira de longe enquanto caminhava em direção ao mercado, aproxima-se do soldado com o menino nos braços, olha para Tarcísio com espanto e exclama: – Minha nossa! Pobrezinho! Acho que eu o conheço de algum lugar.
Tarcísio abre os olhos, vira o pescoço lentamente para fitá-la e entrega-lhe um cândido sorriso.
Aquele olhar. Um único olhar. Nunca na vida aquela mulher vira algo igual. Seus lindos olhos azuis eram uma janela para sua alma pura e cheia de fé. Pureza e fé! Era um cristão! E o soldado que o carregava também! Isso restava claríssimo!
Em um átimo Virgínia se dá conta do porquê de sua ânsia de cruzar a Via Ápia justamente naquela hora. O Deus dos cristãos existia! O olhar do menino lhe revelara essa verdade de maneira inexplicável. Daquele momento em diante se faria cristã também.
***
Chegando ao esconderijo com o corpo do menino nos braços, Quadratus olha para o sumo sacerdote. Pela expressão profundamente consternada do soldado, ele compreende imediatamente o que acabara de acontecer. Toca então as mãos de Tarcísio e estas se abrem suavemente para que ele possa guardar as hóstias consagradas.
- Menino valente! Que estejas na Paz do Senhor. Requiescat In Pace. – sussurrou Sisto profundamente consternado.

***
Algumas fontes dão conta de que atualmente os restos mortais de São Tarcísio repousam na Basílica de San Silvestro in Capite, em Roma.
As poucas informações que temos sobre São Tarcísio remontam à época do Papa Dâmaso I, que mandou preparar uma epígrafe em seu túmulo, na qual o compara a Santo Estevão. Acredita-se que o jovem mártir tenha morrido por volta do ano 258.
Sua festa é celebrada no dia 15 de agosto de cada ano. São Tarcísio é patrono dos coroinhas.
Como esta data é reservada pelo calendário hagiológico à solenidade da Assunção de Maria, São Tarcísio não é mencionado neste calendário, apenas na Martirologia Romana.
Peçamos a esse bravo menino mártir que interceda por cada um de nós, a fim de que nosso amor a Jesus Sacramentado cresça a cada dia.

Exposição em honra à Virgem Maria, Padroeira da América Latina

 



Os fiéis que visitarem o Santuário Nacional podem prestigiar a exposição ‘Padroeiras da América Latina’, no subsolo da Basílica.

As telas pintadas pelo artista plástico aparecidense, José Roberto Leite, apresenta os mais diversos títulos com que Maria é honrada em toda América Latina.

A exposição foi inaugurada nesta quarta-feira (15), Dia da Assunção de Nossa Senhora. Estavam presentes o reitor do Santuário Nacional, padre Darci Nicioli, o diretor da Academia Marial de Aparecida, padre Antônio Clayton Sant'Anna, o Missionário Redentorista, Irmão José Mauro Maciel, o prefeito de Igreja, Irmão João Batista de Viveiros, o artista plástico José Roberto Leite e diversos associados da Academia Marial e colaboradores do Santuário.

Padre Antônio Clayton Sant'Anna destacou que a exposição é um pequeno gesto de evangelização e devoção popular.

“As telas aqui presentes na a exposição ‘Padroeiras da América Latina’ expressam a confiança do povo em Maria”, afirmou o diretor da Academia Marial.

A iniciativa da Academia Marial e do Santuário Nacional quer contribuir para que o mistério da Mãe de Jesus seja cada vez mais aprofundado em sua função.

Para o reitor do Santuário, padre Darci Nicioli, esta é mais uma forma de propagar a devoção a Nossa Senhora.

“Em Maria, o mistério de Deus se propagou. É através dela que nos aproximamos do Pai e essa é a sua missão na salvação”, afirmou o reitor.

Estão expostas, no subsolo do Santuário, 24 obras que demonstram que Nossa Senhora ocupa no coração dos brasileiros e dos latino-americanos um lugar especial.