quinta-feira, 20 de setembro de 2012

ARCEBISPO METROPOLITANO DE TERESINA VISITA DIOCESE DE OEIRAS






















O arcebispo metropolitano de Teresina, Dom Jacinto Brito visita a diocese de Oeiras, acompanhado do Pe. Toni Batista pároco de Nossa Senhora de Fátima, e presidiu a Missa novena no domingo (12) de Nossa Senhora da Vitória na catedral e na manhã desta segunda (13) reuniu-se com o bispo Dom Juarez, padres da diocese, religiosas e coordenadores das pastorais diocesanas na residência episcopal, no intuito de conhecer mais de perto a realidade da diocese no sentido estrutural, bem como as questões de ordem social em meio a grande estiagem que assola a região.
          Em sua homilia no domingo(12) no adro da catedral, Dom Jacinto destacou a importância de cada cristão alimentar-se do Pão vivo que desceu do céu, Jesus Cristo, para caminhar com coragem exercendo a missão por Deus confiada, disse ainda que a presença da figura paterna é de suma importância no seio da família, pois transmite segurança e ternura. “Jesus fez doação de si mesmo para que ao nos alimentarmos do seu corpo e do seu sangue, possamos nos doar aos outros”, enfatizou o arcebispo.
          A missa novena foi marcada por muita emoção. Dom Juarez, bispo diocesano fez as honras com discurso de boas vindas e ao final da celebração crianças da catequese fizeram uma homenagem a Dom Jacinto com o hino da catedral e em seguida entregaram-lhe uma lembrança em nome da diocese e do povo de Oeiras. Em retribuição pelo gesto de carinho o arcebispo doou cestas básicas para a diocese que fará distribuição entre os mais carentes em vista da seca que é uma grande preocupação da Igreja.
          Durante a reunião que aconteceu nesta manhã, Dom Juarez apresentou o panorama da diocese no sentido estrutural e pastoral, bem como a realidade social de fome, miséria e migração forçada, agravada com a seca. Dom Jacinto mostrou-se muito preocupado com a realidade de abandono e descaso do poder público, relatado pelo Pe. João de Deus e demais participantes que discutiram a inoperância dos poderes constituídos e de soluções para atenuar e resolver os problemas ocasionados pela estiagem.
          Ficou estabelecido que os bispos do Piauí, que formam o NE 4, farão reivindicação junto aos Governos Federal e Estadual para que soluções e medidas sejam aplicadas em caráter de urgência. E a diocese realizará seminários e encontros como o de lavradores e jovens da roça, com a participação da sociedade civil, de jovens do campo, agricultores, instituições, universitários e autoridades, estabelecendo metas de combate a seca e promovendo discussões sobre a importância da consciência política e de homens e mulheres politizados, como agentes de transformação.
          Dom Jacinto em sua primeira visita pastoral a diocese pode sentir os anseios do povo de Deus, e como um bom pastor, está em comunhão com toda a Igreja de Oeiras.


 





A seca está matando os nossos irmãos no sertão do Piauí


por Dom Jacinto Brito


“Repassando na oração e na mente a situação da seca, em nosso Estado, decidi: é preciso ir ao encontro dessas Dioceses mais sofridas! É preciso dar aos seus Bispos e seu povo um sinal de solidariedade! Então me veio a interrogação: o que tens a oferecer? Por um instante essa pergunta teimou em não se calar! Finalmente, a palavra de Pedro, nos Atos dos Apóstolos, chegou como uma luz: "Eu não tenho ouro nem prata, mas o que tenho te dou." Assim fortalecido contatei com os Bispos de Oeiras, São Raimundo Nonato e Picos, para agendar a visita. Convidei o Pe. Tony Batista, presidente da Ação Social Arquidiocesana (ASA) para irmos juntos e iniciamos, semana passada, a peregrinação, vimos e sentimos o sofrimento de centenas de famílias reféns deste drama que se repete a cada ano em nossa região, mas que desta vez se faz mais feroz e desolador. Levamos algumas cestas básicas doadas pelos paroquianos da Igreja de Fátima. Não muita coisa diante de tanta carência.
  
A nossa visita teve como propósito a solidariedade de dizer que Arquidiocese de Teresina não está indiferente ao sofrimento de tantos irmãos e irmãs. Fomos lá fraternalmente oferecer o nosso apoio ao povo e aos bispos. A nossa a intenção foi ainda colaborar na busca de alternativas para minimizar o sofrimento de tantas pessoas que estão perdendo plantações, bens, animais e adoecendo pela falta do bem mais precioso: a água, que desapareceu, em muitos casos, até para matar a sede.


Conversamos com os nossos irmãos bispos, com lideranças comunitárias, com o povo, com as crianças, com os idosos; e ouvimos seus clamores. Diante de tantas tentativas e apelos em vão, todos depositaram em nós a esperança de fazermos ecoar tamanho esse sofrimento que, de tão propagado, parece que virou lugar comum. Não tocaria mais o coração das pessoas? Das autoridades? De quem tem a obrigação de efetivamente buscar soluções? Em nossas conversas, reconhecemos a dificuldade do momento, mas externamos a confiança que juntos podemos superá-la. Comprometemos-nos em gritar forte, pedir ajudar, falar com autoridades, rezar e pedir a Deus que mande chuva e amenize o sofrimento de tantos. Essa dor dilacerante deve ser e é nossa também. 

A nossa visita às três dioceses teve momentos de reuniões,  conversas, orações e celebrações. Ficamos profundamente sensibilizados com o sofrimento dos nossos irmãos vitimas da seca. Fomos lá dizer que cada irmão ou irmã não esta sozinho. Estendemos a nossa mão amiga diante deste momento difícil de estiagem, seca.

Em cada uma das regiões dos deparamos com as piores consequências provocadas pela falta de água. Em Oeiras, os animais estão morrendo, quase nada escapa. Já em São Raimundo Nonato, as famílias vendem suas criações, seus bens por quase nada. Lá a seca castiga mais ainda porque não há fontes de água, açudes, cacimbões. Os poucos carros pipas não atendem a todos que precisam. Há ainda a famigerada distribuição política da água. Em Picos, o êxodo em busca de trabalho e da simples sobrevivência transforma a região em um lugar de senhoras idosas e crianças. Toda a mão de obra ativa está saindo em busca do básico: trabalho. Para se ter uma ideia, a fábrica de mandioca que funcionava na região empregando 1.000 mulheres está parada por falta de matéria-prima e nem o cepo da mandioca há disponível para plantações futuras, o que pode gerar um colapso.

Assim, sentido a dor dos nossos irmãos e irmãs que vivem no sertão piauiense, conclamamos toda a sociedade a se voltar e gritar conosco em busca de soluções imediatas, que minimizem este exacerbado e cruel o padecimento. Com o grito do Ipiranga, ouvimos o grito do povo por vida e vida humana!

PAPA NOMEIA OS PADRES PARA O SÍNODO DOS BISPOS DO 7-28 DE OUTUBRO


13 cardeais e 23 bispos participarão da XIII Assembléia Geral Ordinária Sinodal com o tema da Nova Evangelização

CIDADE DO VATICANO, terça-feira, 18 de setembro de 2012 (ZENIT.org) - O Santo Padre nomeou os Padres sinodais da XIII Assembléia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos, que acontecerá do 7 ao 28 de outubro de 2012, com o tema “A nova Evangelização para a transmissão da fé cristã”.
Os Cardeais nomeados são: Angelo Sodano, decano do Colégio dos Cardeais; Joachim Meisner, arcebispo de Köln (República Federal da Alemanha); Vinko Puljič, arcebispo de Vrhbosna (Bósnia e Herzegovina); Policarpo Pengo, arcebispo de Dar-es-Salaam ( Tanzânia), presidente do Symposium des Episcopales d'Afrique et de Madagascar (S.E.C.A.M.), Christoph Schönborn O.P., arcebispo de Viena (Áustria), George Pell, arcebispo de Sydney (Austrália); Josip Bozanić, arcebispo de Zagreb (Croácia); Péter Erdő, arcebispo de Esztergom-Budapeste (Hungria), presidente do Consilium Conferentiarum Episcoporum Europae (C.C.E.E.); Agostino Vallini, vigário Geral de Sua Santidade para a Diocese de Roma; Lluís Martínez Sistach, arcebispo de Barcelona (Espanha); André Vingt -Trois, arcebispo de París (França); Oswald Gracias, arcebispo de Bombaim (Índia), secretário-geral da Federação das Conferências Episcopais da Ásia (F.A.B.C.).
Os prelados que participarão da Assembleia Sinodal são: Francesco Moraglia, patriarca de Veneza; John Olorunfemi Onayekan, arcebispo de Abuja (Nigéria); Héctor Rubén Aguer, arcebispo de La Plata (Argentina); Antonio Arregui Yarza, arcebispo de Guayaquil (Equador), presidente da Conferência Episcopal Equatoriana; John Atcherley Dew, arcebispo de Wellington (Nova Zelândia), presidente da Federation of Catholic Bishops Conferences of Oceania (F.C.B.C.O.); José Octavio Ruiz Arenas, arcebispo emérito de Villavicencio, secretário do Pontifício Conselho para a Promoção da Nova Evangelização; José Horacio Gómez, arcebispo de Los Angeles (Estados Unidos da América); Carlos Aguiar Retes, arcebispo de Tlalnepantla (México), presidente do Conselho Episcopal Latinoamericano (C.E.L.A.M.); Bernard Longley, arcebispo de Birmingham (Grã-Bretanha); Ricardo Antonio Tobón Restrepo, arcebispo de Medellín (Colômbia); Luis Antonio G. Tagle, arcebispo de Manila (Filipinas); Filippo Santoro, arcebispo de Taranto (Itália); Javier Echevarría Rodríguez, bispo tit. de Cilibia, prelado da Prelazia pessoal do Opus Dei; Dominique Rey, Bispo de Fréjus-Toulon (França); Menghesteab Tesfamariam, M.C.C.J., Eparca de Asmara (Eritreia); Benedito Beni dos Santos, bispo de Lorena (Brasil); Santiago Jaime Silva Retamales, bispo tit. de Bela, auxiliar de Valparaíso (Chile), secretário geral do Conselho Episcopal Latinoamericano (C.E.L.A.M.); Luigi Negri, bispo de San Marino-Montefeltro (Itália); Alberto Francisco María Sanguinetti Montero, Bispo de Canelones (Uruguai); Enrico Dal Covolo, S.D.B., Bispo titular de Eraclea, reitor magnífico da Pontifícia Universidade Lateranense em Roma; o Rev.do Julián Carrón, presidente da Fraternidade de Comunhão e Libertação; os reverendos padres: Renato Salvatore, M.I.,superior geral dos Clérigos Regulares Ministros dos Enfermos (Camilianos); Heinrich Walter, superior geral dos Padres de Schoenstatt; José Panthaplamthottiyil, C.M.I, prior geral dos Carmelitas da B. V. Maria Imaculada.

Benedito Beni dos Santos, bispo de Lorena (Brasil)

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Nomeações para a Arquidiocese de Teresina

Arcebispo divulga nomeações na Arquidiocese

por Arquidiocese de Teresina, sexta, 14 de Setembro de 2012 às 11:57 ·

O padre Tony Batista foi nomeado, no dia 06 de setembro, Vigário Geral da Arquidiocese de Teresina, passando a acumular a função com a de pároco da Paróquia Nossa Senhora de Fátima. O Arcebispo também nomeou e apresentou o novo Coordenador de Pastoral Arquidiocesano, trata-se do padre Gonçalo Teixeira Lima, da Paróquia São Francisco de Assis, Dirceu I. E, ainda, foi anunciado o nome do novo Moderador da Cúria Metropolitana, é o senhor Lucídio Nogueira do Espírito Santo, que já trabalhava na administração da Arquidiocese.


O vigário-geral é um sacerdote constituído pelo bispo diocesano, com poder ordinário, de acordo com o Código de Direito Canônico, para ajudá-lo no governo de toda a diocese. A nomeação e a demissão do vigário-geral é de livre vontade do bispo.

O coordenador de pastoral é aquele padre nomeado pelo Bispo, para acompanhar os trabalhos de todas as pastorais e serviços da Arquidiocese com o objetivo de favorecer a comunhão, a participação, a unidade e o maior empenho de todos na missão evangelizadora da Igreja local.

O moderador da Cúria é aquele a quem compete coordenar, sob a autoridade do Bispo, o que se refere ao despacho das questões administrativas e também cuidar que os outros funcionários da cúria compram devidamente o ofício que lhes foi confiado; a não ser que as circunstancias, a juízo do Bispo, aconselhem outra coisa, seja moderador o Vigário geral ou, se forem mais, um deles.

Todos foram apresentados durante a reunião plenária do clero, presidida pelo Arcebispo Dom Jacinto Brito.
Padre Tony Batista
Padre Gonçalo Teixeira Lima

sábado, 1 de setembro de 2012

Morreu nesta sexta-feira o Cardeal Carlo Martini


O cardeal italiano Carlo Maria Martini - sacerdote jesuíta, ex-arcebispo de Milão, considerado candidato a Papa e um dos máximos expoentes da ala progressista da Igreja Católica - morreu nesta sexta-feira aos 85 anos em um hospital de Milão.
Martini nasceu no dia 15 de fevereiro de 1927, em Orbassano, na região de Piemonte, no norte da Itália.
Em 25 de setembro de 1944 ingressou na Companhia de Jesus, e no dia 13 de julho de 1952 foi ordenado sacerdote em Chieri, Turim.
Estudou filosofia e teologia, matéria na qual obteve um doutorado, em 1958, na Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma. Posteriormente, continuou seus estudos no Pontifício Instituto Bíblico, do qual chegou a ser reitor na condição de pesquisador das Sagradas Escrituras e especialista da crítica paleográfica do Novo Testamento.
Desempenhou este cargo até que em 18 de julho de 1978 foi chamado para dirigir a Pontifícia Universidade Gregoriana, fundada por Santo Inácio de Loyola.
Em 1979, o papa João Paulo II o nomeou titular da arquidiocese de Milão, a maior sede episcopal da Europa e uma das maiores do mundo, e no dia 2 de fevereiro de 1983 foi ordenado cardeal.
Como arcebispo de Milão, Carlo Martini potencializou o diálogo entre ateus e cristãos, assim como entre as distintas religiões, além de ter sido um viajante incansável.
Em 1987 foi nomeado presidente do Conselho de Conferências Episcopais da Europa (CCEE), e como tal presidiu em Viena, em 1990, uma Conferência de Bispos europeus centrada na reestruturação eclesiástica dos países do leste europeu.
Além disso, em novembro de 1991, presidiu na cidade espanhola de Santiago de Compostela o V Encontro Ecumênico Europeu, no qual se estudaram temas de referência teológica, bíblica e a missão e evangelização na Europa.
Em 15 de abril de 1993 abandonou a Presidência do CCEE como consequência das reformas introduzidas no órgão e foi substituído pelo cardeal tcheco Miroslav Vlk.
Como arcebispo de Milão, no dia 28 de fevereiro de 1994 recebeu a incumbência de abrir oficialmente a parte diocesana do processo de canonização do papa Paulo VI.
Considerado um potencial Papa, em 1996 seu nome foi ventilado entre os possíveis candidatos para substituir João Paulo II, que sofreu neste ano de uma apendicite.
Em 1998, a Pontifícia Universidade de Salamanca apresentou "Comunicar a Cristo hoje", livro do cardeal Martini com uma série de cartas pastorais sobre os meios de comunicação e o diálogo entre a fé e a cultura.
Nesse mesmo ano, publicou junto com o semiólogo e romancista Umberto Eco o livro "Em que creem os que não creem?", em que trocam opiniões sobre assuntos como a esperança ou as limitações do trabalho da mulher dentro da Igreja.
Em 2000, ganhou o Prêmio Príncipe de Astúrias de Ciências Sociais.
Em 15 de fevereiro de 2002, após completar 75 anos, Martini apresentou sua renúncia ao papa como arcebispo de Milão, como exige o Código de Direito Canônico, e no dia 11 de julho de 2002 foi substituído pelo cardeal Dionigi Tettamanzi.
Desde 1989 era doutor "honoris causa" pela Pontifícia Universidade Salesiana de Roma.
Era especialista em línguas antigas. Conhecia o aramaico e o acádio, além do grego, latim e hebraico. Falava fluentemente inglês, alemão, francês, português, grego moderno e árabe, além do italiano, sua língua materna.
Carlo Maria Martini é um dos protagonistas do livro "31 jesuites es confessen" (31 jesuítas se confessam), publicado em 2003 e escrito por Valentí Gómez e Josep María Benítez, que reflete o pensamento e a vida de alguns membros desta ordem por meio de entrevistas realizadas ao longo de dez anos.
Após ser diagnosticado com o mal de Parkinson, promoveu em 2010, em conjunto com o cardeal Roberto Tucci, o portal de internet "www.vivailconcilio.it", que tem como objetivo relançar e mostrar aos jovens o Concílio Vaticano II. EFE
am/rpr-dk